quarta-feira, 7 de dezembro de 2011





O geólogo Dimas Coelho, depois de trabalhar por 30 anos na Petrobras, é o novo vice-presidente executivo de Exploração da Panoro Energy. O executivo vai responder pelo planejamento e execução dos projetos da empresa no Brasil e na África.

Coelho era responsável na Petrobras pelo gerenciamento das joint ventures dos projetos de E&P nas bacias de Santos e Pelotas, coordenando as decisões com os parceiros. Atuou também como gerente de Exploração e coordenador de projetos.

A Panoro Energy possui hoje participação em três blocos exploratórios no Brasil: BM-S-63. BM-S-72 e BM-S-71. A empresa operava as três áreas, mas fechou um farm-out com a Vanco Overseas, que já responde pela operação dos dois primeiros blocos.

A Vanco Brasil será operadora das três áreas, com 70% de participação. Panoro e Brasoil (também sócia do projeto) continuarão como parceiras dos projetos, com participações iguais de 15%. O acordo prevê também que a Vanco financie a perfuração dos três poços exploratórios.

A Panoro Energy em meados do ano fechou carta de intenções com a Transocean para afretamento da sonda semissubmersível GSF Arctic I. A meta é furar dois poços no começo de 2012.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Fornecer para Petrobrás e Vale é chance que pode virar pesadelo


Fornecer para as gigantes Petrobrás e Vale é considerado a grande chance para empresas de engenharia e equipamentos de pequeno e médio portes. No entanto, um contrato milionário pode facilmente transformar-se em pesadelo basicamente por duas razões. Primeiro, porque os grandes conglomerados costumam adiar investimentos, o que compromete o fluxo de caixa dessas pequenas empresas. Segundo, elas ainda podem descobrir, no meio do caminho, que não têm capacidade técnica para executar as obras.
Embora seja promissora, a relação com a Petrobrás e a Vale é considerada instável. Os planos dessas empresas mudam de acordo com os rumos da economia e dificuldades operacionais. Recentemente, as duas companhias anunciaram cortes em investimentos. A petrolífera informou no mês passado que não vai cumprir a previsão de investir R$ 84,7 bilhões em 2011 - o número deverá ficar perto de R$ 76 bilhões. Além disso, a estatal já adiou vários projetos, citando dificuldades operacionais. Já a Vale anunciou 'mais disciplina na alocação de capital' e reduziu a previsão de investimentos em 11% para o ano que vem, para US$ 21,4 bilhões.
A mudança de planos provoca um impacto direto nas contas dos fornecedores, especialmente aqueles que têm um forte grau de dependência da Petrobrás e da Vale. 'As empresas estão entregando as encomendas da Petrobrás, mas não têm novos pedidos. Para o ano que vem, há uma perspectiva de queda de faturamento e demissões no setor', afirma o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso.
Uma das principais reclamações da Abimaq é que o cronograma da Petrobrás não é confiável. Em julho, a estatal anunciou um plano de investimentos de US$ 224 bilhões entre 2011 e 2015. 'Os fornecedores investem em capacitação para atender a empresa, mas não há garantias de quando os contratos vão de fato sair do papel', diz o chefe de gabinete da Abimaq, Lourival Junior Franklin.
Fluxo de caixa
A Lupatech é o mais recente exemplo de empresa que apostou suas fichas na relação com a Petrobrás e se viu em apuros. Uma das preferidas dos investidores no setor de óleo e gás por diversos anos, a Lupatech arrecadou R$ 450 milhões em sua abertura de capital, em 2006, e fez 15 aquisições nos anos seguintes. O futuro da fornecedora de equipamentos parecia brilhante após o fechamento de contratos bilionários com a petrolífera. O problema é que o cronograma da Petrobrás para o pré-sal foi adiado - e o dinheiro que deveria entrar no caixa para compensar os investimentos já feitos acabou não vindo. Hoje, a empresa tem uma carteira de pedidos de R$ 2,5 bilhões, cerca de 70% deles vinculados à Petrobrás, segundo um analista, mas só deve receber R$ 306 milhões nos próximos 12 meses.
O problema da Lupatech, de acordo com o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), foi embarcar no 'sonho ufanista' do pré-sal, apresentado em 2007 pelo então presidente Lula. 'A Lupatech saiu comprando empresas, se endividou e aumentou a sua capacidade de produção, mas os projetos da Petrobrás não saíram no ritmo previsto e ela enfrentou uma crise.'
Com uma receita bem inferior à prevista, a Lupatech chegou ao fim de setembro com uma dívida de R$ 312,8 milhões a vencer nos próximos 12 meses, mas com menos de 10% desse montante em caixa (R$ 30,8 milhões). 'A situação da Lupatech reflete os dois anos (2009 e 2010) que a Petrobrás voltou-se para exploração de petróleo, pois a maior parte dos equipamentos da empresa é focado na fase de produção. Ela consumiu caixa e essa crise estourou agora', diz um analista do setor de óleo e gás de um banco, que não quis se identificar.
A companhia busca agora dinheiro novo para não quebrar - o BNDES, que tem fatia de 11,4% na empresa, deve vir ao socorro da Lupatech, que também pretende vender ativos para levantar capital. Procurada pelo Estado, a Lupatech não quis dar entrevista, mas disse, em nota, que está em trajetória de recuperação. 'A empresa tem verificado neste ano um crescimento no volume das encomendas, que deve se intensificar nos próximos dois anos', afirmou.
Execução
Em algumas situações, dificuldades em levar a cabo um determinado projeto podem azedar a relação entre contratante e fornecedores. A mineira Santa Bárbara Engenharia foi contratada para realizar parte da obra do projeto de extração de cobre Salobo, em Parauapebas (PA). O contrato foi celebrado em 2009, e a companhia dividiu os trabalhos com grandes nomes como a Odebrecht.
No entanto, no ano passado, os problemas entre a mineradora e a Santa Bárbara começaram a se multiplicar. Parte dos trabalhadores da obra chegou a ficar sem salário, em meio a acusações mútuas de descumprimento de contrato. Procurada pela reportagem, a Santa Bárbara não deu declarações, enquanto a Vale se limitou a dizer que o caso está sendo discutido na Justiça.
Diante das 'surpresas' que podem surgir no caminho da relação com a Vale e a Petrobrás, há empresas que - mesmo apostando forte na relação com companhias de grande porte - preocupam-se em diversificar seus setores de atuação. A companhia gaúcha de automação industrial Altus fechou dois contratos no valor de R$ 115 milhões com a Petrobrás para atender dez plataformas de petróleo nos próximos seis anos. O presidente Luiz Gerbase diz que a empresa já fornece para a petrolífera há 17 anos, mas nunca fechou um contrato dessa magnitude. 'Faremos mais nos próximos seis anos do que fizemos nos últimos 17', explica.
Mas a empresa não depende exclusivamente da Petrobrás para sobreviver, de acordo com Gerbase, que ajudou a fundar a Altus há 29 anos. Segundo ele, em 2011, a maior parte do faturamento de R$ 100 milhões da companhia veio do setor de energia, e não de óleo e gás. A vantagem do produto da Altus, afirma o executivo, é o fato de ser um sistema 'genérico', que pode ser adaptado a qualquer indústria. 'O nosso sistema pode ser usado tanto para automatizar uma linha de salgadinhos quanto uma plataforma de petróleo', diz. 'Todos os mercados estão sujeitos a altos e baixos.'

sábado, 26 de novembro de 2011

China prevê crescimento estável da produção de petróleo e gás





O Ministério da Terra e dos Recursos Naturais da China publicou nessa quinta-feira (24) um relatório de avaliação sobre os recursos de petróleo e gás em 2010. Segundo o documento, até 2030, ainda existe grande espaço para crescimento da produção e reserva dos recursos. O país pode manter um bilhão de toneladas em estoque por ano e 200 milhões de toneladas de produção de petróleo nas próximas duas décadas, o que aliviará a pressão pela importação dos recursos.
O relatório revela que o volume das reservas anuais de gás natural será cerca de 600 bilhões de metros cúbicos em 2030. A produção anual também continuará em rápido crescimento e chegará a 300 bilhões de metros cúbicos. O diretor do Departamento de Exploração Geológica do ministério, Peng Qiming, explicou a situação:
"Em geral, nos próximos 20 anos, a China estará vivendo uma fase importante para o desenvolvimento dos recursos de petróleo e gás. Durante o período, o volume de produção petrolífera e de gás natural manterão um crescimento estável."
Petróleo e gás natural são recursos de grande importância para promoção do desenvolvimento sustentável do país. Nos últimos anos, a demanda da China por petróleo foi suprida principalmente por outros países, marcando uma grande dependência do exterior no aspecto. Portanto, a aceleração do processo de avaliação dos recursos e o reforço da capacidade de fornecimento têm um significado muito importante para garantir a segurança econômica chinesa.
Entre 2003 e 2007, o governo acelerou os trabalhos de exploração prolífera e de gás natural. Para seguir explorando e utilizando os recursos adequadamente, o Ministério da Terra e dos Recursos Naturais criou um mecanismo de avaliação, e divulgou pela primeira vez ao público o resultado do monitoramento. Quanto a isso, Peng Qiming, dá sua opinião:
"Para controlar a exploração dos recursos prolíferos e de gás natural, criamos um mecanismo de avaliação. Algumas das principais regiões produtoras do país se tornaram objetos de monitoramento. Entre elas a Bacia de Ordos, na Região Autônoma da Mongólia Interior, a Bacia de Tarim, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, e a Bacia de Sichuan."
De acordo com o relatório, entre 2006 e 2010, o governo central chinês investiu 278,8 bilhões de yuans na exploração de petróleo e gás natural. As reservas de petróleo aumentaram em 5,7 bilhões de toneladas. O volume de produção de gás natural alcançou 94,2 bilhões de metros cúbicos.
Ao falar da importante influência dos recursos naturais para o desenvolvimento econômico e social do país, Che Changbo, vice-diretor do centro de pesquisa sobre recursos petrolífero e de gás, subordinado ao Ministério da Terra e dos Recursos Naturais da China, afirmou:
"Atualmente, a produção de petróleo da China é de 200 milhões de toneladas, a quarta maior do mundo. Porém, com o aumento da demanda sobre os recursos, precisamos ampliar a exploração de petróleo a fim de reduzir a dependência do exterior. Isso teria um grande significado para aliviar a pressão pela importação."
Para Che Changbo, o governo chinês também continuará investindo na exploração de gás natural. A intenção é melhorar o ambiente atmosférico e reajustar a estrutura energética do país.

Petrobras: inscrições para concurso com 350 vagas estão abertas







As inscrições para o processo seletivo da Petrobras, anunciado na última semana, já estão abertas. O concurso público oferece 350 vagas, das quais 274 são para cargos de nível médio e 76 para nível superior. A remuneração mínima inicial varia entre R$ 2.170,84 e R$ 6.217,19, segundo a estatal. As inscrições são feitas por meio do site da Cesgranrio.
As inscrições vão até 13 de dezembro. Quem quiser concorrer vai desembolsar R$ 35 (para cargos de nível médio) ou R$ 50 (para cargos de nível superior). As provas são objetivas e estão previstas para 22 de janeiro de 2012.
De acordo com a Petrobras, as vagas também oferecem previdência complementar, plano de saúde (médico, hospitalar, odontológico, psicológico e benefício farmácia) e benefícios educacionais para dependentes. O edital está disponível no site www.cesgranrio.org.br e no site da estatal www.petrobras.com.br.

Dilma entrega primeiro navio da Petrobras construído no Brasil







BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff voltou a dizer, no início da tarde desta sexta-feira (25), no Rio de Janeiro, que o Brasil não vai exportar empregos. “Estamos conseguindo garantir emprego e não vamos permitir que se exporte emprego para fora. Não vamos permitir porque nosso compromisso é com a grandeza do nosso país e, para um país ser grande, seu povo tem que ter acesso ao emprego”. A declaração foi feita a um grupo de trabalhadores da indústria naval, na cerimônia de entrega do primeiro navio construído no âmbito do Programa de Modernização  e Expansão da Frota (Promef) da Petrobras.

“Esta cerimônia faz parte de uma luta, que vocês ajudaram muito a travar, mesmo antes de estarem empregados no estaleiro ou antes de estarem sendo beneficiados pelo fato de, no Brasil, termos emprego”, disse Dilma Rousseff, que fez questão de lembrar a crise que a indústria naval brasileira enfrentou ao longo de décadas. “Quando o presidente Lula chegou ao governo, a industria naval estava paralisada”.

O navio Celso Furtado, entregue nesta sexta à Transpetro, subsidiária da Petrobras do setor de logística, é um dos 49 previstos no Promef, criado pela estatal para impulsionar a indústria naval brasileira. “No Brasil, muita gente dizia que dava para crescer, mas que poucos ficariam ricos. [Celso] Furtado disse que crescimento era uma coisa e desenvolvimento era outra, que país só se desenvolvia se o povo crescesse junto”, disse a presidenta, citando o economista e imortal Celso Furtado, cujo nome foi escolhido para batizar o navio.

O Celso Furtado é um navio-tanque com 183 metros de comprimento e capacidade para transportar 56 milhões de litros de combustíveis, como gasolina e óleo diesel.

O Promef é apontado como o principal instrumento da modernização e ampliação da indústria naval brasileira. Três estaleiros já foram construídos para atender à demanda atual e à expectativa de crescimento do setor: o Rio Tietê, em São Paulo, e Atlântico Sul e STX-Promar, em Pernambuco. O programa também é responsável pela retomada do mercado de trabalho do setor. Na virada do século, os poucos estaleiros nacionais que resistiram à crise empregavam pouco mais de 2 mil pessoas. Atualmente, emprega quase 60 mil pessoas, segundo dados da Transpetro. Do total de embarcações projetadas, 41 foram encomendadas, envolvendo investimentos de R$ 9,6 bilhões. Oito navios ainda estão em processo de licitação.