sábado, 29 de setembro de 2012

David Cameron e empresários do Reino Unido visitam o BNDES

David Cameron


RIO DE JANEIRO - O programa de apoio à inovação para empresas da cadeia de petróleo e gás Inova Petro, lançado este ano pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), despertou o interesse dos cerca de 25 empresários, liderados pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que visitaram na tarde desta quinta-feira (27) a sede do banco, no Rio de Janeiro.
O primeiro edital do programa foi lançado no último o dia 17, durante a abertura da feira Rio Oil & Gas, no Riocentro, pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.
Cameron teve inicialmente um encontro fechado com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Em seguida, os dois se juntaram à comitiva, que ouviu do vice-presidente da instituição, João Carlos Ferraz, uma explanação sobre os programas de financiamento do BNDES e sobre a conjuntura econômica do Brasil.
Ferraz destacou a estabilidade da economia brasileira, que permite planejar a longo prazo, como “um grande ativo que o país tem hoje”. Mencionou também a inclusão das classes sociais no mercado consumidor, o que vai gerar grande demanda de investimentos. Referiu-se aos principais alavancadores de investimentos, que são os setores de petróleo e gás e energia.
Acompanhados ainda pelo ministro do Comércio e Investimentos do Reino Unido, lord Green, os empresários, que representavam companhias de vários segmentos, entre os quais energia, petróleo e gás, mineração e automobilístico, fizeram muitas perguntas, em particular sobre as linhas de financiamento à exportação do BNDES.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Anadarko vende à Petrobras participação na Bacia do ES



A Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizou a cessão, por parte da Anadarko, de 30% do bloco ES-M-661, na Bacia do Espírito Santo, para a Petrobras. O bloco é oriundo do contrato de Concessão BM-ES-24, onde se localizam os prospectos de Grana Padano, Gouda, Serpa e Requeijão. Com a transação, a Anadarko sai do bloco, que já era operado pela Petrobras. A estatal brasileira tinha 40% de participação e agora passará a ter 70%. Os outros 30% se mantêm com a empresa IBV. A cessão foi aprovada pela ANP em reunião de diretoria do dia 21. A Anadarko mantém participação nos blocos ES-M-588 e ES-M-663 que integram a mesma concessão BM-ES-24.

Fonte: Estadão

Chevron paga multa de R$ 35 mi por vazamento na bacia de Campos



Imagem divulgada pela ANP mostra mancha de óleo no Campo de Frade, no ano passado

A Chevron Brasil informou nesta quinta-feira, em nota, que já realizou o pagamento da multa de R$ 35,1 milhões estabelecida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relativa ao vazamento ocorrido no Campo de Frade, na bacia de Campos, em novembro de 2011. Desta forma - segundo a petrolífera - foi completado o processo administrativo aberto pela agência. A empresa ressaltou "que vai implementar melhorias de processo desenvolvidas a partir das lições aprendidas com o incidente".
A ANP multou a Chevron, no dia 17 deste mês, em R$ 35,1 milhões pelo vazamento de 3,7 mil barris de petróleo em novembro de 2011, na bacia de Campos. A multa corresponde a 24 infrações cometidas durante a perfuração de um poço no Campo de Frade.
A Chevron confirmou também que foi notificada na terça-feira sobre a liminar que determina a suspensão de suas atividades de produção e transporte no prazo de 30 dias. A empresa informou que está buscando todos os meios legais à sua disposição para cassar a liminar e demonstrar que, em todas as ocasiões, "agiu de forma diligente e apropriada". A Transocean também foi notificada pela Justiça e vai tentar cassar a medida judicial.
No dia 12 deste mês, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, manteve decisão que determinou a suspensão, no prazo de 30 dias, de todas as atividades de extração e transporte petrolífero da concessionária Chevron Brasil e da operadora de sondas Transocean Brasil, sob pena de multa diária de R$ 500 milhões. A liminar foi concedida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) em processo em que as empresas respondem por dois vazamentos de petróleo ocorridos no Campo de Frade, em novembro de 2011 e março de 2012.
A liminar determinou também que as duas empresas adotem procedimentos necessários ao integrar cumprimento do plano de abandono de poço, com fiscalização da agência, sob pena de multa no mesmo valor. A ANP pediu ao STJ a suspensão da liminar, alegando que sua concessão provocaria grave lesão à segurança, à ordem econômica e social e à ordem jurídica e administrativa.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

“O Brasil precisa estar preparado para grandes vazamentos no pré-sal”



O que aconteceria se ocorresse um vazamento no pré-sal das mesmas proporções que o recentevazamento de petróleo da BP no Golfo do México? A imagem acima tenta responder. Ela faz uma sobreposição do tamanho total da mancha de petróleo vazado no Golfo com o litoral brasileiro, mostrando quais unidades de conservação marinhas seriam atingidas – além de assustar qualquer um preocupado com as nossas praias.
A imagem é apenas ilustrativa, e sem fins científicos, mas ajuda a mostrar a dimensão do perigo que um vazamento no pré-sal representa. Ela foi apresentada nesta terça-feira (25) pelo geólogo americano John Amos, que participa do VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), em Natal (RN).
Amos é presidente da SkyTruth, uma pequena ONG de West Virginia que teve uma incrível ideia: usar a tecnologia de satélite, disponível para qualquer um por meio do Google Earth, para monitorar impactos ambientais, como os causados por exploração de petróleo no mar. A SkyTruth fez análises de manchas de petróleo em uma série de vazamentos, e foi a primeira organização a alertar para o maior acidente de petróleo do Brasil, o vazamento da Chevron na Bacia de Campos.
Para John Amos, vazamentos de petróleo vão acontecer, mais cedo ou mais tarde. Por isso é importante estar preparado. “Gostaria de acreditar que não vão ocorrer vazamentos no pré-sal. Mas como pode acontecer, o Brasil precisa estar preparado, ter os equipamentos necessários para limpar o óleo e priorizar as áreas protegidas que podem ser afetadas”, disse.
A dificuldade em se preparar para o pior ainda é grande. Uma das multas que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) aplicou na Chevron foi devido a falta de equipamentos para controlar o vazamento. Além disso, a tecnologia para limpar petróleo está defasada – foi investido muito mais dinheiro em tecnologias para explorar óleo do que para limpar vazamentos. Amos acredita que o Brasil deveria assumir a liderança em desenvolver essas tecnologias. “Sei que a exploração não vai parar. Mas eu queria ver o Brasil liderando o desenvolvimento de tecnologia para limpar petróleo e prevenir acidentes, porque parece que essa liderança não será assumida pelos Estados Unidos”.
O repórter viajou a Natal e participa do VII CBUC a convite da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Fonte: Época (Bruno Calixto)

Engenharia de petróleo é destaque entre as modalidades



O Brasil está na corrida para formar engenheiros e diversas modalidades da carreira encontram um mercado promissor.

A engenharia de petróleo ganha destaque. Entre as descobertas na Bacia de Campos, nos anos 70, e o recente fenômeno do pré-sal, a profissão se consolidou e abre muitas oportunidades de emprego.

O profissional do setor é responsável por aumentar a produção de poços e jazidas de petróleo e gás natural. Ele também pode atuar no transporte dos locais de exploração às refinarias e petroquímicas, no descarte correto dos resíduos e até na área administrativa ou parte operacional das plataformas.

Para seguir esta carreira duas características são fundamentais: gostar de estudar e ter facilidade para atuar em equipe. O trabalho está diretamente ligado à tecnologia e se relaciona o tempo todo com as áreas ambiental, de segurança, geologia e economia.

Um dos atrativos da profissão é a remuneração, que tem piso de seis salários mínimos para carga de seis horas diárias. Estima-se que seja necessário formar 201 mil profissionais até 2015, sendo pelo menos 11 mil de nível superior.

Outra vantagem é a tendência de crescimento nos próximos anos, pois os processos de exploração, construção de poços e plataformas são demorados. Se você tem o perfil e interesse pela engenharia de petróleo, é um ótimo momento para investir na formação.

Fonte: Mundo Positivo