segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pré-sal da Bacia de Santos vai receber mais de 25% dos investimentos da Petrobras até 2015



Rio de Janeiro - Dos US$ 224,7 bilhões que a Petrobras investirá nos próximos cinco anos, US$ 53,4 bilhões serão destinados ao pré-sal da Bacia de Santos, segundo o Plano de Negócios 2011-2015, aprovado na última sexta-feira (22) pelo Conselho de Administração da estatal. O volume supera os US$ 33 bilhões previstos no plano anterior, do quinquênio 2010-2014, mas ainda é inferior aos US$ 64,3 bilhões que a estatal destinará no período à região do pós-sal, principalmente à Bacia de Campos, a maior bacia petrolífera do país e que responde por mais de 80% de toda a produção nacional, da ordem de 2 milhões de barris por dia.

O novo plano de negócios da estatal, detalhado hoje (25) pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, prevê que os investimentos na área de exploração e produção totalizarão, nos próximos cinco anos, US$ 117,7 bilhões, dos quais 65% serão destinados ao desenvolvimento da produção, 18% à área de exploração e 17% ao setor de infraestrutura.

O volume significará investimento anual superior a US$ 4 bilhões somente em exploração, enquanto US$ 12,4 bilhões serão destinados às áreas da cessão onerosa, usada pelo governo para capitalizar a estatal. Na avaliação de José Sergio Gabrielli, a produção da Petrobras no pré-sal em 2015 deverá atingir 543 mil barris por dia, com a cessão onerosa respondendo por 13 mil barris por dia. Este volume saltará para 845 mil barris por dia até 2020, quando a estatal espera produzir, somente nos campos do pré-sal, 1,148 milhão de barris de petróleo por dia.

As projeções da Petrobras indicam, por outro lado, que a companhia produzirá 3,993 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) por dia em 2015, dos quais 3 milhões somente de petróleo. Já em 2020, Gabrielli avaliou que a companhia deve extrair 4,91 milhões de barris de petróleo por dia.

terça-feira, 19 de julho de 2011


Petróleo da BP continua “preso” no fundo do mar




Milhões de barris de petróleo que vazaram da plataforma da BP no Golfo do México continuam presos no fundo do oceano, alerta um especialista da Suíça.

Samuel Arey, químico ambiental da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), realizou pesquisas sobre o comportamento do petróleo e do gás que vazaram nas profundezas do Golfo do México.

Onze trabalhadores da plataforma morreram no acidente de 20 de abril de 2010 e o governo dos EUA estima que cerca de 206 milhões de galões de óleo vazaram a 1.600 metros abaixo da superfície do mar. O vazamento levou três meses para ser tapado e foi pior da história dos EUA.

Arey e pesquisadores do Instituto Oceanográfico Woods Hole de Massachusetts, nos Estados Unidos, usaram um aparelho teleguiado para coletar amostras em junho de 2010 a partir da base da plataforma. Assim como o bruto derramado na superfície, eles analisaram uma imensa língua a 1.100 metros abaixo da superfície que se deslocava horizontalmente.

A pesquisa foi publicada na última edição online da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

swissinfo.ch: Quais são as principais conclusões de sua pesquisa?
Samuel Arey: Como o petróleo e o gás sobem para a superfície, algumas substâncias são conservadas no fundo do mar por se dissolverem rapidamente na água.

Isso é diferente de um derramamento de óleo convencional, que normalmente acontece na superfície do mar. Quando isso acontece à luz, componentes voláteis, tais como os gases metano, etano e propano, mas também os hidrocarbonetos leves, como benzeno, tolueno ou xileno, tipicamente escapam rapidamente para a atmosfera.

Mas, no caso de um vazamento em águas profundas, essas substâncias não têm esta opção. Primeiro, elas são expostas à coluna d’água por muitas horas e isso permite que uma quantidade significativa de compostos seja dissolvida e retida no fundo do oceano.

Quando pensamos em aplicar os conhecimentos convencionais sobre vazamentos de petróleo e os danos ecológicos, precisamos reconhecer que há um impacto novo que precisa ser levado em conta.

swissinfo.ch: ainda há incerteza sobre o destino do óleo. Alguns cientistas dizem que até 50% ainda pode estar flutuando por aí abaixo da superfície. Quais são os seus números?

SA: Eu não sei. Uma fração significativa de óleo está presa no fundo do oceano, mas eu não sou capaz de dar um número. O estudo publicado agora irá fornecer uma base importante para podermos estimar adequadamente, em seguida, a quantidade que foi mantida.
Samuel Arey (epfl.ch)
swissinfo.ch: Será que o processo natural de intemperismo, atividade microbial e eventual evaporação, podem dissolver os resíduos de petróleo?

SA: Cada componente precisa de um determinado tempo. Alguns componentes podem ser degradados por micróbios em alguns dias, semanas ou meses, como o metano ou etano. Outros podem levar muitos anos ou mesmo décadas.

Mas, como este vazamento foi tão profundo, eu suspeito que normalmente ele não chegue à atmosfera. O tempo de transporte da água naquela profundidade para chegar à superfície é provável que seja da ordem de muitos anos, assim não é provável que a evaporação será um processo significativo.

Se o petróleo pousar em sedimentos subaquáticos pode ficar preso indefinidamente. Pode-se argumentar que a sua relevância ambiental é limitada aos organismos do sedimento no fundo do mar, mas temos experiência de derramamentos de óleo na superfície do mar que atingiram a costa, ficando enterrados em sedimentos, e que ainda se encontravam lá, relativamente fresco, 50 anos mais tarde.

Esse tipo de processo pode preservar o petróleo durante um longo tempo e continua tendo impacto ecológico sobre os organismos que vivem nesta parte do ecossistema.

swissinfo.ch: Cerca de dois milhões de galões de dissolvente foram usados para diluir o petróleo, incluindo abaixo da superfície. Tais produtos poderiam ter causado danos permanentes?

SA: Eu acho que o júri ainda não abordou essa questão. É difícil dizer de maneira geral se os dissolventes diminuem ou aumentam o impacto ambiental. Há argumentos de ambos os lados, mas nenhum me convenceu.

swissinfo.ch: Quais são as principais lições aprendidas com sua pesquisa?

SA: Eu acho que a lição mais importante é que a exploração de petróleo em alto-mar comporta riscos consideráveis que vão muito além das estimativas feitas pelas companhias que exploram esse filão. Isso continuará sendo um problema nos próximos anos à medida que aumenta a pressão para desenvolver essas zonas de perfuração.


Gabrielli e Machado em rota de colisão


O petista José Sérgio Gabrielli e o peemedebista Sérgio Machado andam se estranhando.
O motivo é a recente criação da empresa Sete Brasil (Sete BR), uma sociedade que além da Petrobras, — presidida por Gabrielli — tem como sócios os bancos Santander, Bradesco, BTG Pactual, Caixa, os fundos de pensão Previ, Petros, Funcef, Valia e a Lakeshore Financial Partners Participações.
A Sete BR foi criada para assumir junto com o Estaleiro Atlântico Sul, de Suape, a construção de sete sondas de perfuração para os poços do pré-sal que devem começar a operar em 2015.
É aí que entra o descontentamento de Sérgio Machado, um ex-tucano cearense.
Desde 2003, ele comanda a Transpetro, braço logístico da Petrobras encarregado de gerir o Programa de Modernização e Expansão da Frota, o Promef, cuja meta é encomendar 49 navios para o pré-sal a serem fabricados no Brasil.
Mas enquanto as encomendas feitas pela Transpetro, que é uma subsidiária da Petrobras, entram na coluna de endividamento da estatal petroleira, isso não acontece com a Sete BR.
Com a nova empresa, a Petrobras aluga as sondas, sem aumentar seus gastos, já altos em função dos investimentos para o pré-sal.
Se depender de Gabrielli, a Sete BR terá um papel crescente nos investimentos logísticos da Petrobras.
Logo, a queda de braço dele com Machado é para saber quem vai tomar conta dessas encomendas bilionárias.

segunda-feira, 18 de julho de 2011


Teste da OGX em poço de Pipeline aponta capacidade de 10 mil bp


A OGX Petróleo e Gás concluiu a perfuração do poço horizontal de Pipeline, da bacia de Campos, e o teste de formação indicou a capacidade de produção em torno de 10 mil barris por dia, informou nesta sexta-feira a companhia em comunicado ao órgão regulador.

O teste no poço 9-OGX-39HP-RJS identificou condições "muito boas" no reservatório, com óleo de aproximadamente 19 graus API, apontou o documento.

"Esse foi o terceiro teste em poço horizontal com resultados expressivos, o que vem a confirmar a qualidade das acumulações até agora descobertas e em delimitação (...)", comentou Paulo Mendonça, diretor geral e de Exploração da OGX no comunicado.

A companhia informou que o poço OGX-39 foi perfurado horizontalmente por mais de 1.000 metros em reservatórios carbonáticos da seção albiana da acumulação de Pipeline, originalmente descoberta pelo poço 1-OGX-2A-RJS em novembro de 2009.

Os resultados, segundo a companhia, "além de confirmarem a extensão da acumulação de Pipeline, apresentaram alta correlação com outros poços...".

As ações da OGX operavam em alta de 0,8 por cento, enquanto o Ibovespa subia 0,5 por cento, por volta das 10h15.


Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo


O boletim estatístico anual da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) diz que as reservas comprovadas de petróleo da Venezuela ultrapassaram as da Arábia Saudita em 2010 e se tornaram as maiores do mundo. Segundo a Opep, as reservas comprovadas de petróleo da Venezuela alcançaram 296,5 bilhões de barris no ano passado, com crescimento de 40,4% no ano, enquanto as reservas sauditas ficaram em 264,5 bilhões de barris.

No longo prazo, essa mudança, ao lado do crescimento das reservas de Irã e Iraque, dá mais poder dentro da Opep para países membros que defendem preços altos. As reservas do Iraque tiveram um crescimento de 24,4% em 2010, para 143,1 bilhões de barris, e as do Irã cresceram 10,3%, para 151,2 bilhões de barris.

Segundo a Opep, as reservas de petróleo bruto de todos os países membros totalizavam 1,193 trilhão de barris no fim de 2010, com um crescimento de 12,1% em relação ao ano anterior; isso era o equivalente a 81,3% das reservas mundiais comprovadas, de 79,6% no fim de 2009.

Os dados da Opep em geral confirmam números fornecidos no começo do ano pelos países membros.

Analistas têm dúvidas sobre se as adições às reservas venezuelanas têm viabilidade econômica, já que a maior parte é de petróleo pesado e extrapesado da Bacia do Orinoco, cuja extração é considerada mais difícil e mais cara. As estatísticas venezuelanas, que anteriormente eram controvertidas, agora são consideradas mais confiáveis, depois de a Agência Internacional de Energias (AIE, da ONU) revisar seus critérios de cálculo, no mês passado.

Os dados da Opep também confirmam as declarações do governo do Irã, de que as sanções econômicas impostas pelos EUA e por seus aliados não estão prejudicando o desenvolvimento de sua indústria de petróleo e gás. Segundo a Opep, as exportações iranianas de petróleo para a Europa tiveram um crescimento de 34,5% em 2010, para a média de 764 mil barris por dia; as exportações iranianas tiveram um crescimento global de apenas 0,7%, já que as vendas para a região da Ásia e do Pacífico tiveram uma queda de 11%. Já as reservas iranianas de gás natural tiveram um crescimento de 11,8% no ano passado, enquanto suas exportações de gás cresceram 48,7%.

O valor total das exportações de petróleo dos países membros da Opep alcançou US$ 745,1 bilhões em 2010, com um crescimento de 27,2% em relação ao ano anterior. O Produto Interno Bruto (PIB) agregado dos países da Opep alcançou US$ 2,325 trilhões em 2010, com um crescimento de 11,2%. As informações são da Dow Jones.


HRT e BP se associam para explorar blocos na Bacia do Solimões


A HRT anunciou nesta segunda-feira a venda para a TNK-BP de 45% dos direitos de exploração de petróleo e gás em 21 blocos localizados na Bacia do Solimões. Segundo nota divulgada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a negociação envolve 783 milhões BOE (Barril de Óleo Equivalente) em recursos prospectivos e contingentes.

O início da produção é estimado para 2012. O valor da transação, no entanto, dependerá do futuro desempenho dos ativos. O texto ressalta que a HRT "permanecerá como operadora do projeto do Solimões, tendo a TNK-BP uma participação mais ativa durante os períodos de desenvolvimento e produção."

domingo, 17 de julho de 2011


Empresas que trabalham com o setor de petróleo e gás sofrem com a falta de mão de obra especializada


Empresas que trabalham com o setor de petróleo e gás sofrem com a falta de mão de obra especializada

Inspetor de dutos terrestres N1, por medição de espessura, por partícula magnética, por ultra-som, plataformista, soldador eletrodo revestido. Profissões praticamente desconhecidas da grande maioria da população, mas que estão sendo muito requisitadas e sendo de extrema importância e valorização no setor de petróleo e gás. Elas são apenas algumas das 185 categorias profissionais distintas do meio petrolífero de nível fundamental, médio e superior. De 2006 a 2010, aproximadamente 78 mil profissionais se qualificaram em cursos gratuitos coordenados pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) em 17 estados brasileiros. Entre eles, o Rio de Janeiro, que concentra parte importante dos investimentos e mão de obra.

A coordenação da Prominp informa que a meta é de até 2014 investir mais  R$ 557 milhões na qualificação de um novo contingente de 212 mil pessoas em categorias profissionais diferenciadas, todas voltadas para o setor de petróleo e gás natural. Deste total, cerca de 28 mil novos alunos foram aprovados no quinto ciclo de seleção pública, realizado em novembro de 2010 em 13 estados brasileiros, e serão convocados de forma escalonada, até o final deste ano, para matrícula nas respectivas instituições de ensino.

Formação – Especialistas avaliam que os cursos oferecidos no setor dão quase 100% de empregabilidade. Na Unidade Niterói do Senai, que fica no Barreto, são oferecidos o curso técnico em Petróleo e Gás e outros cinco relacionados ao setor, como técnicas básicas de instrumentação; controladores lógicos programáveis; técnico em mecânica, em segurança do trabalho e em eletrotécnica.

“Nossa unidade se tornou um centro de formação profissional para petróleo e gás e indústria naval, tamanha é a demanda por esses cursos. Temos uma média de 500 formandos por ano e quase todos são aproveitados depois que se formam”, afirma Jorge Rezende, gerente executivo do Senai-Niterói.

“É importante ressaltar que a mão de obra indireta de um empreendimento da magnitude da Petrobras é muito maior. Em média a proporção é de cinco indiretos para cada um direto”, completa Rezende.

O diretor de petroquímica e afins do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro), José Maria Nascimento, compartilha a mesma projeção.

“Dos cerca de 200 mil empregados no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), por exemplo, 40 mil são da Petrobras e 160 são do setor privado”, diz.

Nascimento argumenta, ainda, que todas as áreas da engenharia estão com demanda neste setor.
“Com destaque para o engenheiro químico e o de petróleo e gás”, conclui.

De acordo com Renata Ribeiro, gerente de cursos do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) a carência no setor é generalizada.

“É uma área que exige profissionais cada vez mais qualificados. Por isso que não é simples acabar com a carência de mão de obra no setor de petróleo e gás”, comenta.

Procura – A gerente do IBP informa que o instituto está com cinco cursos de pós-graduação na área de petróleo e gás, entre eles, Gestão nos Negócios de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (400 horas); Gestão de SMS na Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (400 horas) e Engenharia de Petróleo – Ênfase em Construção de Poços (500 horas).

“O IBP tem mais de 100 temas de cursos relacionados a petróleo e gás e há três anos criamos os cursos de pós-graduação para atender uma demanda por um setor mais qualificado. O número de alunos cresceu muito depois que abrimos os cursos de pós”, afirma Renata, disponibilizando o site www.ibp.org.br para mais informações.

Samuel Pinheiro, diretor da Petrocenter, que oferece os cursos de técnico em petróleo e gás e segurança do trabalho, afirma que a carência em toda a cadeia de suprimentos para a exploração e produção do petróleo.

“Neste caminho estamos falando de setores logísticos, da área de armazenamento, distribuição, fornecimento de material industrial. Fornecedores de bens e serviços para a produção de plataformas, navios, tubulações indústrias e maquinário específico para a área de petróleo e gás”.

Altas remunerações atraem novos profissionais

Samuel Pinheiro afirma, ainda, que a indústria de petróleo e gás de forma global é rentável por si só. Segundo ele, o que faz a diferença em termos de remuneração são a experiência e a expertise do segmento que atua.

“Um exemplo que podemos dar é que neste segmento um operador que tenha qualificação valiosa, o que implica em superioridade e avanço para a empresa, pode ganhar mais que um Gestor com MBA do setor administrativo”, exemplifica o diretor da Petrocenter, na qual todos os nossos cursos oferecidos são bilíngues.

Já o diretor-executivo do IWC Cursos, André Lincoln, avalia que os salários no setor são bem atrativos. Com uma média que pode variar entre R$ 2 mil e R$ 12 mil.

“Um soldador, por exemplo, ganha acima de R$ 2 mil mais benefícios, entre eles, plano de saúde que inclui assistência odontológica. Na área de inspeção, que tem diversas categorias, os salários variam de R$ 4mil a R$ 12 mil”, conta.

São 10 os cursos oferecidos pelo IWC no controle de qualidade para a área de soldagem. Sete na área de inspeção e três no setor de soldagem.

“Os de inspeção requerem ao menos o ensino médio. Já o de soldagem não é exigido grau de escolaridade”, disse diretor do IWC, que tem uma média de mil formandos por ano.

Os cursos são Básico de formação de inspetor de qualidade em soldagem; inspetor de dutos terrestres N1; inspetor de soldagem N1; por ensaio visual de soldagem;  por líquido penetrante; por medição de espessura; por partícula magnética; soldador arame tubular; soldador eletrodo revestido (ER) – 6 G e soldador TIG – 6 G.

Idioma – Paulo Macedo, diretor do Flash! Idiomas, que atende uma média de 50 alunos do ramo de petróleo e gás por ano, o inglês é fundamental para alguns setores.

“Quando pensamos no ramo petrolífero, a primeira empresa que nos vem à cabeça é a Petrobras. O que não deve ser esquecido é que a empresa, apesar de ser brasileira, possui inúmeros contratos com empresas estrangeiras, o que leva à necessidade do bom domínio do inglês”, avalia Macedo.

“O inglês é a segunda língua mais exigida. Ao ponto de, hoje em dia, não ser considerado mais um diferencial. Saber inglês hoje é imprescindível. Em seguida, temos o espanhol e o francês. Muitas empresas sequer consideram o currículo de um candidato que não saiba inglês”.

Investimento – O Plano de Negócios 2010/2014 da Petrobras prevê investimentos da ordem de US$ 42,5 bilhões anuais. Desde 2001, mais de 32 mil empregados ingressaram na Companhia por processo seletivo público. Atualmente a Petrobras possui cerca de 56 mil empregados e a previsão é chegar a mais de 64 mil até 2013.

A Petrobras informa, através de sua assessoria de imprensa, que o seu quadro de carreiras é amplo e que atualmente as carreiras mais promissoras na empresa são Engenharia (todas as formações), Geologia, Geofísica e profissões técnicas de nível médio (Manutenção, Mecânica, Inspetor de Equipamentos, Elétrica, Eletrônica e Química), entre outras.

Mudança – O inspetor de soldagem Anderson Luiz Guimarães, de 26 anos, há quatro anos decidiu investir na área de petróleo e gás e disse não ter se arrependido. Hoje ele não ganha menos de R$ 8 mil.

“Nessa área trabalhamos mais por contratos com tempo determinado. Nesses quatro anos já passei por umas dez empresas prestadoras de serviços da Petrobras. Já morei em vários lugares do Brasil por conta do trabalho. Já tive contrato de apenas dois meses, mas também já tive de dois anos. Apesar desta aparente instabilidade, nunca fiquei parado. Antes de completar o contrato já articulamos um outro”, ensina.

“Lógico que posso optar por contratos mais longos e mais próximos de casa. Contudo, estou optando pelos mais rentáveis que exigem mais disponibilidade. Inclusive, no próximo mês, vou para Macaé para um trabalho de nove meses”, informa.

Guimarães lembra que trabalhava como auxiliar administrativo em um escritório de contabilidade quando decidiu investir na área de petróleo e gás.

“Resolvi seguir o conselho de alguns amigos que estavam na área. Hoje já fiz diversos cursos na área”. 
Ele afirma ainda que seu próximo passo é fazer o curso de Inspeção por Ultrassom.

“Esse é um dos cursos dos diversos métodos de END (Ensaios não destrutivos) que quero fazer. São cursos mais específicos que vão dar um diferencial ao meu currículo”, indica.

Vinícius Rodrigues da Rosa, de 20, é um exemplo de quem perseverou para conseguir uma boa colocação na área de petróleo e gás. Ele assumiu na semana passada o cargo de técnico de operações júnior da Petrobras depois de vender salgado em porta de escola para pagar a passagem para frequentar o curso. No início de 2009 ele deixou sua terra natal, Teresópolis, para fazer o curso técnico em petróleo e gás do Senai-Niterói.

“Pagava minha passagem com a venda de salgados na porta do Senai. Com o diploma do curso fiz um concurso da Petrobras em fevereiro da qual passei em 34º lugar. Tomei posse no último dia 8 quando assinei a minha carta de admissão”, conta orgulhoso.

O jovem vai trabalhar na Bacia de Campos e ganhará mais de R$ 4 mil.

“Nos primeiros três meses devo fazer, aqui mesmo no Rio, os cursos de qualificação. Nesse período meu salário será de aproximadamente R$ 2,6 mil. Contudo, quando for trabalhar embarcado em plataforma minha remuneração deverá ser superior a R$ 4 mil”, disse Vinícius.


ANP vai licitar 20 blocos exploratórios do Bacia do Solimões


A realização da rodada que vai disponibilizar 174 blocos das Regiões Norte e Nordeste, prevista para este semestre, ainda não foi definida pela presidente Dilma Roussef.

Vinte blocos exploratórios da Bacia do Solimões devem ser licitados na 11ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O anúncio foi feito pelo superintendente de Desenvolvimento de Produção da ANP, Paulo Alexandre Silva.

A realização da rodada que vai disponibilizar 174 blocos das Regiões Norte e Nordeste, prevista para este semestre, ainda não foi definida pela presidente Dilma Roussef.

Com a  descoberta do pré-sal, não há mais a necessidade de abrir rodadas todos os anos para atingir a auto suficiência uma vez que os resultados do pré-sal asseguram o conforto na produção, avalia Alexandre Silva, que na semana passada esteve em Manaus participando do evento Petronor 2011.

“Verificamos que a atratividade está sendo muito grande, inclusive de grandes empresas internacionais e várias brasileiras interessadas nos blocos que vão a leilão. Mas é a presidente que vai decidir qual o melhor momento para a rodada”, destaca Silva.

O prazo previsto pelo governo era de que ela ocorresse no segundo semestre deste ano mas, segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a Petrobras pediu o adiamento para 2012, por conta da demora na aprovação do plano de investimentos da estatal para o período 2011-2015. O governo quer que a estatal corte parte dos gastos previstos no plano, o que poderia deixar a Petrobras fragilizada para disputar blocos no leilão.

Para o superintendente da ANP, as Bacias Sedimentares do Solimões, Amazonas e Acre são consideradas estratégicas pelo governo brasileiro e pela agência reguladora. “Além do óleo de grande qualidade, essas bacias podem propiciar grandes descobertas de gás natural”, observa.

A Bacia do Solimões, onde é a única das três bacias que está em fase produção e é responsável por 18% da produção de gás natural nacional, com cerca de 11 milhões de metros cúbicos (m³) produzidos por dia.

“Não fala-se somente do pré-sal na Região Sudeste, mas também na possibilidade de encontrar grandes jazidas de gás natural aqui na Região Amazônica. Sabe-se que existem mais de 20 blocos exploratórios - todos eles numa fase em que foram feitas algumas descobertas e avaliações. Vislumbramos, com isso, uma possibilidade dos brasileiros terem outra notícia espetacular com relação às novas descobertas de óleo e gás natural”, destaca o superintendente da ANP.

sábado, 16 de julho de 2011


Novos diretores da ANP empossados

                             Helder Queiroz                                     Florival Carvalho

Em uma concorrida cerimônia que contou com grande participação de executivos do setor petróleo, Helder Queiroz e Florival Carvalho tomaram posse nesta sexta-feira (15/7) como diretores da ANP. A agência ficará com seu quadro de diretores completo até pelo menos dezembro, quando termina o mandato do diretor-geral Haroldo Lima.

Durante o evento, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, cobrou do governo, representado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a realização da 11ª rodada de licitações da ANP. Bueno defendeu a previsibilidade das concorrências para que a indústria possa programar seus investimentos exploratórios.

“É fundamental que a gente tenha investimentos na área de sísmica. É absolutamente essencial que o estado  planeje para manter o desenvolvimento”, comentou o secretário. Bueno foi amplamente aplaudido pela plateia, em grande parte de executivos da indústria privada.

O diretor Florival Carvalho responderá pelas superintendências de Desenvolvimento e Produção (SDP), Dados Técnicos (SDT), Participações Governamentais (SPG) e Coordenadoria de Conteúdo Local (CCL), que estavam sob o comando do diretor Allan Kardec Duailibe após a saída de Victor Martins.

Helder Queiroz responderá pelas áreas de Biocombustíveis e de Qualidade de Produtos (SBQ), Comercialização e Movimentação de Petróleo, Derivados e Gás Natural (SCM), Coordenadoria de Defesa da Concorrência (CDC) e Coordenadoria de Meio Ambiente (CMA).

O evento contou a presença de todos os demais diretores da ANP, além dos diretores de E&P e Gás e Energia da Petrobras, Guilherme Estrella e Maria das Graças Foster, respectivamente. Nelson Narciso Filho, ex-diretor do órgão regulador e hoje presidente da HRT, também esteve presente ao evento.

sexta-feira, 15 de julho de 2011



São esperados participantes de todas as partes do mundo para o primeiro evento promovido fora dos Estados Unidos com essa marca.


Rio de Janeiro – A organização da OTC Brasil divulgou no dia 14 de julho (quinta-feira), os temas e nomes de palestrantes da programação técnica que acontece em paralelo à exposição, entre os dias 04 e 06 de outubro de 2011, no Riocentro, Rio de Janeiro (RJ).


A conferencia OTC Brasil é organizada por 12 associações profissionais que representam todos os segmentos da industria offshore. A plenaria de abertura terá como tema “O Regime Regulatório Brasileiro para Atividades em Exploração Offshore e de Produção de Gas”, que será apresentado por representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


As sessões técnicas contarão com palestras de especialistas da Aker Solutions, Baker Hughes, Devon Energy, DNV, HRT, OGX, Pemex, Petrobras, Schlumberger, Sonangol, Statoil, Total e Veolia Water, e ainda das universidades Unicamp, USP e a PUC.


“A OTC Brasil cobrirá uma ampla variedade de temas relevantes para a industria offshore, com palestrantes brasileiros e de empresas internacionais que vão destacar as tecnologias de ponta que utilizam em suas operações”, explica o co-chair do programa técnico, Ricardo Juiniti Bernardo, da OGX Petróleo&Gas. “Além dos 200 palestrantes de aproximadamente 19 países inscritos nas sessões técnicas, vários outros estão sendo confirmados para as sessões especiais”, destaca.


Dentre os convidados para os almoços temáticos nos três dias de conferência estão Maria Pena, gerente de Produção do BC 10 da Shell, Felipe Bayon, da BP America, David Lyons, da Capital Partners Worldwide, Denis Palluat de Besset, da Total E&P do Brasil, Harold Mesa, da Halliburton, Mauricio Figueiredo, da Baker Hughes e Paulo Mendonça, da OGX.


Exposição – A Feira OTC Brasil se expandiu como resultado do alto interesse por parte de empresas da área. Segundo os organizadores, nos últimos 30 dias mais de 50 companhias confirmaram presença na exposição que atualmente conta com 342 expositores, que vão ocupar um total de 14.300 metros quadrados de área de estandes nos pavilhões 1 e 3 do Rio Centro.


Perfil da OTC – A “Offshore Technonolgy Conference” (OTC) é o mais importante evento na área de desenvolvimento de recursos offshore nas áreas de perfuração, exploração, produção, e proteção ambiental. A OTC acontence anualmente no Reliant Park em Houston, Texas. A OTC é organizada por 12 associações profissionais que trabalham em conjunto na preparação do programa técnico. [www.otcnet.org ].


Perfil- A OTC Brasil é o primeiro evento OTC da Offshore Technology Conference realizado fora dos Estados Unidos e está programada para acontecer a cada dois anos. Além do programa técnico, o congresso terá uma exposição com empresas do setor que vão apresentar novidades e os avanços técnicos, desafios e oportunidades para o mercado offshore em profundas e ultraprofundas no Brasil e em outras regiões internacionais. [www.otcbrasil.org ].

SAP e Honeywell juntas na área de petróleo e gás


A Honeywell anuncia parceria com a SAP AG em soluções colaborativas destinadas a permitir que  informações geradas pelas fábricas ajudem a conduzir melhor as decisões de negócios. De acordo com as companhias, a partir de agora, as empresas poderão planejar ofertas integradas, inicialmente focadas no mercado de petróleo e gás.
O acordo vai possibilitar o oferecimento de ferramentas de negócios para as unidades industriais, que visam proporcionar medidas proativas e, se necessário, preventivas, que evitem a paralisação da produção, bem como mantendo as pessoas, o ambiente e os ativos em segurança, garantem as companhias.

“A colaboração entre a Honeywell e a SAP aborda a lacuna de conhecimento entre os grupos de negócios e operações em organizações de petróleo e gás, em ambas as etapas upstream e downstream por meio de um maior compartilhamento, colaboração e análise dos dados relevantes, tanto nos níveis de produção quanto de negócios”, divulga as empresas.

Com mais de 50 anos de atuação no mercado brasileiro e presença no segmento global de Oil&Gas, a Honeywell atende companhias consideradas chave no segmento. Como Petrobras, que, de acordo com a empresa, recentemente escolheu a Honeywell UOP como fornecedor para duas novas refinarias - Premium I e Premium II – voltadas para a expansão da produção de Diesel.

quinta-feira, 14 de julho de 2011


Queiroz Galvão amplia presença em petróleo e gás


A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) prepara outras investidas no pré-sal não relacionadas à recente aquisição de 10% no bloco BM-S-8, no pré-sal da Bacia de Santos, anunciada recentemente. José Augusto Fernandes Filho, presidente da companhia, conta animado que vai testar "uma belíssima estrutura [reservatório]" no bloco BM-S-12, na mesma bacia e apelidada de Ilha do Macuco - onde a Petrobras detém 70% -; no pré-sal da bacia do Jequitinhonha, no bloco BM-J-2, onde é operadora; e em Biguá, um dos reservatórios encontrados no BM-S-8.

Apesar do grupo operar desde a abertura do setor, em 1997, a empresa voltada para exploração foi criada em outubro, após 14 anos como um departamento da Queiroz Galvão Óleo e Gás. Atualmente a QGEP ocupa o 6º lugar entre os maiores produtores de petróleo do país, segundo o boletim da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de maio. Desde a criação, investiu US$ 700 milhões: US$ 300 milhões em exploração e o restante no desenvolvimento da produção dos campos Coral e Manati.

Somada a produção petróleo com a de gás em Manati (BA), o volume chegou a 11 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia em maio, mas deve aumentar quando a empresa religar cinco poços fechados para manutenção. Com a reativação, a Queiroz Galvão deve voltar à posição de 2010, como quarta maior produtora e, por enquanto, à frente de empresas maiores como Statoil, BP e Repsol.

Mesmo reduzida, a produção de gás, de 1,73 milhões de m³ /dia, é superada apenas pela Petrobras. Se for contabilizado só o petróleo, também em Manati, a produção é mais modesta, de 177 barris ao dia. Mas os planos são chegar a 120 mil barris ao dia até o fim da década.

Além do desembolso de US$ 175 milhões para entrar no BM-S-8, a empresa prevê investimentos de US$ 100 milhões a US$ 150 milhões este ano. Ela captou R$ 1,5 bilhão com uma oferta pública inicial de suas ações na bolsa e procura novos ativos. "Esse dinheiro (da oferta pública) está no caixa e usamos para a compra do BM-S-8. Como informamos na época, ele será usado para aquisições, quando surgirem boas oportunidades", diz Fernandes Filho.

O negócio de exploração e produção, o único de capital aberto do grupo, parece mais visível e efervescente, mas não é o único do setor que está ganhando espaço no conglomerado, que nasceu em Pernambuco e que completa 58 anos em 2011 com 20 mil empregados. O setor de petróleo e gás - que engloba a construção naval, montagens industriais, serviços de perfuração e aluguel de sondas - responde por 50% do faturamento, de R$ 7,4 bilhões em 2010.

A Queiroz Galvão Óleo e Gás começou a atividade nos anos 80. Ela tem contratos em carteira que somam US$ 6,6 bilhões e 1,8 mil funcionários. A empresa tem nove sondas de perfuração em terra (alugadas para a Petrobras, HRT e OGX) e oito plataformas offshore. Em breve o número de sondas subirá para quinze.

A companhia de óleo e gás é investidora e operadora das unidades. Após associação com a SBM Offshore (Single Buoy Moorings, a maior do mundo) vai construir a FSPO Cidade de Paraty, que será conectada ao campo de Lula Nordeste em 2013. Divide ainda com outra gigante, a BW Offshore, a plataforma FPSO P-63, que vai operar no campo Papa Terra (da Petrobras e Chevron) na bacia de Campos.

O diretor-geral da empresa, Leduvy Gouvea, explica que a empresa tem 21 contratos com a Petrobras, incluindo o de afretamento de uma plataforma destinada ao pré-sal. A companhia ganhou, junto com a SBM, licitação para construção e afretamento do FPSO que será instalado no campo de Guará.

Já a Construtora Queiroz Galvão tem participação acionária de 40% do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), na Quip (33% em sociedade com a UTC e IESA) e no Estaleiro Rio Grande (com a Camargo Corrêa e a Samsung) e uma carteira de obras que inclui as plataformas P-55 - em fase final de construção no Atlântico Sul e que terá os módulos integrados no Quip - P-59 e P-60, que estão em construção.

O braço de construção também participa de obras de grande porte em refinarias da Petrobras. Com sócios diversos, a empresa lidera consórcios que estão fazendo duas obras na Reduc; a unidade de tratamento de gás do Campo de Mexilhão (SP); a construção das unidades de hidrotratamento de destilados médios do Comperj; e ainda as tubovias que vão integrar todas as unidades da Refinaria Abreu e Lima (Rnest).

Sobre essa obra, Otoniel Silva Reis, diretor da construtora, diz que serão utilizadas 30 mil toneladas de tubulação. O segredo de tantos contratos simultâneos, segundo Reis, é simples. "Quando o mercado cresceu, a empresa estava muito preparada"


ExxonMobil abre inscrições para Programa de Estágio 2012


São cerca de 100 oportunidades em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Paulínia.Grande parte dos candidatos é contratada ao final do treinamento.Programa é a porta de entrada da maioria dos profissionais que ingressa na empresa .

Curitiba– A ExxonMobil está com inscrições abertas até o próximo dia 31 de agosto para programa de estágio que mantém há mais de 50 anos no Brasil. Os interessados podem se inscrever pelo site www.exxonmobil.com.br e devem ter previsão de formatura entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013. Os selecionados têm grandes chances de se tornarem funcionários, já que a companhia tem uma média altíssima de contratação dos estagiários. O resultado da seleção sai em dezembro e os novos estagiários iniciarão suas atividades em janeiro ou julho de 2012.

São cerca de 100 vagas para estudantes universitários e de nível técnico em diversas áreas nas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Paulínia. Para o Centro de Serviços Compartilhados de Curitiba, onde há o maior número de oportunidades, podem inscrever-se estudantes de Administração, Ciências Contábeis, Economia, Engenharias e Tecnologias: Civil, Computação, Elétrica, Eletrônica, Eletrotécnica, Mecatrônica, Produção, Análise de Sistemas, Sistemas e Telecomunicações, Gestão da Informação, Informática.

Para o Rio de Janeiro, as vagas são para candidatos dos cursos de Administração, Economia, Engenharia Ambiental, Engenharia de Segurança do Trabalho, Engenharia de Petróleo, Geologia e Comunicação Social – Jornalismo, Publicidade, Relações Públicas, além dos Cursos Técnicos de Segurança do Trabalho e Eletro-Mecânica.

Para São Paulo, serão selecionados estudantes de Engenharia Química. Já na unidade da companhia em Paulínia, no interior paulista, há vagas para estagiários de Engenharia Mecânica, Engenharia Química e Administração, além dos Cursos Técnicos Químico e em Instrumentação.

O valor da bolsa-auxílio é de R$ 1.070,00 para nível superior, com uma carga horária de quatro horas diárias, e de R$ 770,00 para nível técnico, com uma carga horária de seis horas por dia. Além da bolsa-auxílio, os estagiários receberão um auxílio-transporte no valor de R$ 130,00.

De acordo com a gerente de Recursos Humanos da ExxonMobil no Brasil, Samantha Leite Franco, esse é um programa diferenciado: “Nossa política é a de contratar funcionários entre os participantes e formá-los já com a cultura da companhia”, afirma.

Ela explica que os candidatos admitidos como estagiários participam de um Programa de Integração e depois recebem um treinamento complementar de informática para a prática de suas atividades. Além disso, o participante tem o acompanhamento de um supervisor durante todo o estágio.

ExxonMobil-Maior companhia privada de petróleo e petroquímica do mundo, a ExxonMobil está presente em cerca de 200 países e territórios, atuando em toda a cadeia de petróleo e gás. No Brasil há 99 anos, é representada por meio de suas afiliadas, a Esso Exploração Santos Brasileira, no Rio, ExxonMobil Química, em São Paulo e o ExxonMobil Business Service Center do Brasil, em Curitiba.

A ExxonMobil apoia também o jornalismo no país há 70 anos, com o patrocínio do noticiário histórico do rádio e televisão brasileira, Repórter Esso, e do Prêmio Esso de Jornalismo, que completa 56 anos ininterruptos em 2011. Outra iniciativa importante são os projetos culturais, como o patrocínio de diversos livros. Em 2002, a ExxonMobil fez uma parceria com a editora Casa 21 para a realização do projeto "Cidades Ilustradas". O primeiro livro da série retratava a cidade do Rio de Janeiro. Desde então, oito novas cidades foram retratadas: Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Belém, Cidades do Ouro (uma série de cinco cidades históricas mineiras: Ouro Preto, Congonhas, São João del Rei, Tiradentes e Diamantina), São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre.

A ExxonMobil apoia a área de educação e o desenvolvimento de iniciativas, como o Programa Mais! - que prepara jovens de classes menos favorecidas para o ingresso em universidades públicas - e o Programa ExxonMobil-Mamirauá de Educação Ambiental, que conscientiza sobre a importância da preservação da biodiversidade na Região Amazônica.http://www.exxonmobil.com.br/Brazil-Portuguese/PA/default.aspx


Petrobrás prevê novo concurso neste ano e passa a aceitar tecnólogos



Cargos são de nível médio e superior, com salários de até R$ 6,2 mil. Edital, lançado dia 1º, traz três cargos que aceitam cursos de tecnologia.

A Petrobras deverá abrir um segundo concurso neste ano. A informação é do gerente de gestão do efetivo de recursos humanos da companhia, Lairton Correa. “O nosso planejamento prevê dois processos seletivos por ano, em média. Por isso, há possibilidade de haver outro concurso este ano, o que depende das análises das demandas que vêm de cada área. Isso está ligado aos projetos da empresa”, diz ele.

De acordo com Correa, a necessidade de novas contratações é associada às novas descobertas do pré-sal, à reposição de pessoas que saem da empresa e à abertura de novas unidades, principalmente refinarias.

Na última terça-feira (12), a empresa abriu as inscrições do primeiro processo seletivo do ano, que oferece 590 vagas. É o primeiro concurso da Petrobras a aceitar inscrições de tecnólogos, para 28 vagas em três cargos.

O novo concurso da estatal tem cargos de nível médio e superior. Os salários variam de R$ 1.801,37 a R$ 6.217,19. Além do salário-base, a empresa oferece participação nos lucros, previdência complementar, benefícios educacionais para filhos de empregados (da creche ao ensino médio) e plano de saúde (médico, odontológico, psicoterápico e benefício farmácia).

O processo seletivo aberto este ano, segundo Correa, prioriza as áreas de abastecimento, onde estão as refinarias, e as de exploração e produção. São 24 cargos de nível médio e 21 de nível superior.

Onde são aceitos tecnólogos

Para o cargo de analista de sistemas - engenharia de software, infraestrutura e processos de negócio - são aceitos candidatos com cursos superiores de tecnologia, os chamados tecnólogos.

De acordo com Correa, foi feita uma nova análise no conteúdo da formação em processamento de dados e a empresa decidiu pela aceitação dos tecnólogos para esses cargos. “Havia uma demanda muito grande na empresa [para o cargo] e vimos que a formação do mercado estava mais próxima à necessidade que a gente tem hoje. Nós fazemos análises constantes dos cargos vendo a formação oferecida no mercado”, diz.

Questionado se outras análises estão sendo feitas para aceitação de tecnólogos em outros cargos, o gerente de gestão do efetivo de recursos humanos afirmou que, por enquanto, não.

Mão de obra especializada

De acordo com Correa, ao entrar na empresa a maior parte dos profissionais passa por uma formação complementar porque o mercado não oferece a mão de obra especializada que a Petrobras precisa. No caso dos cargos de nível médio e técnico, os profissionais fazem um curso na própria unidade onde irão trabalhar. Os que irão atuar em cargos de nível superior fazem a universidade que fica dentro da Petrobras. “São 2 mil alunos que frequentam a universidade da empresa por dia”, diz Correa.

“Esse programa de formação oferece atividades que eles vão desenvolver na Petrobras. Eles fazem o curso como empregados da companhia e têm obrigatoriedade de cumprir carga horária e de obter a nota mínima exigida. Caso não cumpram esses requisitos, são eliminados”, diz.

De acordo com Correa, o período dos cursos varia de quatro a 11 meses, dependendo do cargo. Os cargos que têm curso com maior período de duração são de engenheiro de petróleo, geólogo e geofísico. Já os aprovados em cargos que não têm necessidade de programa de formação são submetidos a apenas uma ambientação de uma semana para conhecer a empresa.

No edital lançado na última sexta-feira, há a lista de cargos que deverão passar pelo programa de formação de empregados.

Cargos com maior demanda

Correa diz ainda que os cargos com maior demanda de vagas na empresa são engenheiros (equipamentos, petróleo, processamento e naval), geólogos, geofísicos (todos de nível superior), técnicos de manutenção e de operação (que exigem formações técnicas). “O principal foco é na linha de engenharia e de técnico de nível médio”, diz.

A previsão de que aproximadamente 6 mil novos empregados serão contratados até 2013 por meio de concursos, fornecida por Correa em entrevista ao G1 em novembro de 2010, ainda é a mesma. A empresa tem atualmente cerca de 58 mil funcionários – em 2013 projeta chegar a 64 mil.

Concurso anterior

Em relação ao concurso anterior, cujo edital foi lançado em dezembro de 2010, prevendo 839 vagas, estão previstas 2 mil admissões para este semestre. Segundo o gerente de RH, os aprovados já estão sendo convocados. Foram 340 mil inscritos. “Normalmente o número de convocados aumenta, e não diminui, pois são feitas análises constantes em relação à demanda, aposentadorias e saídas, diz.

De acordo com Correa, a Petrobras pode convocar até dez vezes o número de vagas publicado no edital.


Mercado de óleo e gás ‘recicla engenheiros'



Profissionais formados em engenharia, mas com experiência em outras indústrias, passam a ser aproveitados pelo setor

Para muitos engenheiros, a palavra do momento é de reinvenção. Como o mercado está aquecido e carente desse tipo de profissional, muita gente pode aproveitar a oportunidade para "reciclar" a carreira e migrar para setores com grande potencial de expansão, como o de óleo e gás.

Fornecedoras e parceiras da Petrobrás já começam a olhar com mais atenção para profissionais bem formados, mas com experiência em outras áreas, como alternativa para suprir a constante demanda por mão de obra.

Além da dificuldade em encontrar as pessoas com a experiência específica, há outro motivo para a busca de engenheiros dispostos a mudar de área: o custo. De acordo com Luiz Eduardo Rubião, sócio da Radix, empresa de projetos de engenharia e software, quando a área de recursos humanos se limita a buscar o trabalhador com larga experiência em um determinado setor, é provável que terá de pagar bem mais caro por ele. "O RH mais arrojado sabe identificar o potencial. E o treinamento para a função pode ser feito dentro da empresa", explica.

Embora tenha pouco mais de um ano de mercado, a Radix já nasceu com uma universidade corporativa para atender justamente a esse tipo de demanda. Com faturamento de R$ 20 milhões e 200 engenheiros contratados, a companhia tem a maior parte de sua receita concentrada no setor de óleo e gás.

Para Rubião, o profissional disposto a mudar de área deve deixar isso claro no currículo, buscando mostrar sua possível contribuição para o novo setor. "É preciso dar um caráter generalista às habilidades, para que possamos entender o que candidato sabe fazer."

A engenheira química Juliana Saraiva, de 29 anos, acabou de ser contratada pelo escritório de Belo Horizonte da Radix. Com sete anos de experiência na área de produção em indústria de cimentos (na multinacional suíça Holcim) e em uma unidade de produção de sabonetes da Unilever, ela hoje desenvolve projetos pela Radix para otimizar processos industriais das mais diversas áreas, incluindo óleo e gás e siderurgia. "Recebimento de matérias-primas, definição de esquema de produção, escala de funcionários e medidas de segurança são tarefas comuns a todas as indústrias. O que muda são detalhes específicos", explica.

Valorização. A Chemtech, empresa de projetos que fatura R$ 250 milhões por ano e tem mais de 1,2 mil funcionários, também valoriza o profissional disposto a trabalhar em diferentes segmentos. Segundo a diretora de recursos humanos da empresa, Daniella Gallo, isso ocorre porque, embora a empresa trabalhe com projetos por tempo determinado, a equipe tem contratos fixos. Logo, é preciso que o trabalhador esteja disposto a desempenhar diferentes papéis para que a relação com a Chemtech funcione no longo prazo. "A flexibilidade tem de ser do próprio profissional. Caso haja essa disponibilidade, a empresa dá apoio com treinamentos."

Para os engenheiros que buscam espaço no setor de óleo e gás - que concentra cerca de 80% dos trabalhos da Chemtech -, Daniella diz que a principal medida do engenheiro em busca de uma vaga deve ser especificar bem as áreas em que tem interesse em atuar, mesmo que não tenha experiência relevante nelas.

"Cabe ao RH pensar diferente e identificar também o perfil comportamental do candidato. Para nós, não é só uma questão técnica. Mas é preciso ressaltar que isso não se aplica à maioria das empresas, que veem a contratação de forma mais imediatista", afirma a executiva.

Outra forma de os profissionais ganharem relevância na hora de buscar uma vaga em um novo segmento é por meio da educação. No Senai do Rio, já são oferecidos oito cursos de pós-graduação para engenheiros que procuram se especializar no setor de óleo e gás.

Segundo o coordenador técnico do Instituto Senai de Educação Superior (Ises), Caetano Moraes, entre os profissionais que buscam essa migração de carreira atualmente estão engenheiros que hoje trabalham em empresas de telecomunicações.

quarta-feira, 13 de julho de 2011


Queiroz Galvão amplia presença em petróleo e gás



Após compra de 10% de um bloco na Bacia de Santos, grupo avalia novos negócios na área.

A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) prepara outras investidas no pré-sal não relacionadas à recente aquisição de 10% no bloco BM-S-8, no pré-sal da Bacia de Santos, anunciada recentemente. José Augusto Fernandes Filho, presidente da companhia, conta animado que vai testar "uma belíssima estrutura [reservatório]" no bloco BM-S-12, na mesma bacia e apelidada de Ilha do Macuco - onde a Petrobras detém 70% -; no pré-sal da bacia do Jequitinhonha, no bloco BM-J-2, onde é operadora; e em Biguá, um dos reservatórios encontrados no BM-S-8.


EPE projeta R$ 1 tri para área de energia até 2020



O Brasil receberá investimentos de R$ 1 trilhão para projetos nas áreas de energia elétrica, petróleo, gás e biocombustíveis até 2020. A projeção foi apresentada pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, aos integrantes do Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em reunião realizada hoje à tarde. Desse total de investimentos, a maior parcela será destinada a petróleo e gás, com R$ 686 bilhões nos próximos dez anos.

Segundo Tolmasquim, a oferta brasileira de petróleo saltará de 2 milhões de barris para 6 milhões de barris em 2020, dos quais 3,2 milhões serão para a exportação. "O Brasil vai ser o primeiro exportador de petróleo a ter uma matriz limpa no mundo", disse Tolmasquim. Ele afirmou isso considerando também fortes investimentos na área de etanol e energia elétrica com fontes renováveis.

As projeções da EPE indicam aplicação de R$ 90 bilhões em usinas de etanol nos próximos dez anos, o que será suficiente para atender a frota de veículos leves com motor bicombustível. A produção de etanol, que hoje oscila entre 25 bilhões e 28 bilhões de litros, chegará 73 bilhões de litros em 2020.

Tolmasquim destacou que atualmente a frota brasileira tem quase 29 milhões de carros, dos quais 49% já são bicombustíveis. Para 2020, a estimativa é que a frota chegue a 50 milhões de veículos, desses 78% com motor bicombustível.

Na área de energia elétrica, Tolmasquim também apresentou um cenário positivo. Segundo ele, nos próximos dez anos, haverá uma expansão de mais de 61 mil megawatts na oferta de energia elétrica. "Grande parte já está contratada", informou Tolmasquim, referindo-se a uma parcela superior a pouco mais de 42 mil megawatts. Nessa conta de projetos já contratados, ele inclui a energia que será ofertada pelas usinas de Jirau (RO), Santo Antônio (RO) e Belo Monte (PA). "Isso traz uma grande tranquilidade", destacou. As projeções consideram o crescimento do PIB de 5% em média nos próximos 10 anos.

No setor de transmissão de energia, o presidente da EPE explicou que está sendo considerada uma construção de 42.553 quilômetros de novas linhas, ou seja, uma expansão de cerca de 43% em comparação ao total de 99.649 quilômetros de linhas existentes. "No Brasil, o parque de transmissão é muito robusto", disse Tolmasquim. Ele disse ainda acreditar que dentro de pouco tempo serão solucionados entraves envolvendo licenciamentos ambientais, o que facilitará investimentos no setor.

Apesar da expansão da geração de energia elétrica, as fontes renováveis continuarão respondendo por 83% do total em 2020, ou seja, o mesmo porcentual de hoje. As hidrelétricas, que hoje respondem por 75%, cairão para 67%. As fontes alternativas (energia eólica, pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e bioeletricidade com bagaço de cana), hoje em um patamar de 8%, subirão para 16%. A energia nuclear continuará em 2% em 2020 e a térmica, em 15%.


Diretor da Petrobras irá conhecer curso de Engenharia do Petróleo e Gás da UFPel


A confirmação de uma visita às instalações da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) foi o primeiro passo dado na tentativa da direção da universidade em obter o apoio estrutural e financeiro da Petrobras aos cursos de Engenharia do Petróleo e Gás e Engenharia Geológica.

O diretor de Engenharia de Exploração e Produção da empresa, Guilherme Estrella (foto, ao centro) estará em Pelotas no dia 29 de setembro quando visitará a UFPel e participará de um seminário organizado em função do Dia Mundial do Petróleo. No mesmo dia o diretor deve, ainda, visitar o pólo naval de Rio Grande.

Na tarde de sexta-feira (dia 8) Estrella reuniu-se com o deputado Fernando Marroni, o reitor da UFPel, César Borges, e o coordenador dos cursos, Eduardo Novaes. Durante o encontro Borges e Novaes apresentaram ao executivo um detalhamento dos cursos que atualmente têm 300 alunos, mas que deverão ter o número de vagas triplicadas nos próximos anos.

A aproximação com a empresa tem como principal objetivo, segundo o reitor, dotar os cursos de laboratórios adequados e professores. “Precisamos de estrutura e de experiência para qualificar e, principalmente, alavancar o nosso curso. A Petrobras é fundamental nesse processo”, disse Novaes. Segundo o reitor, o apoio será capaz de mudar a realidade da universidade. “A parceria com a Petrobras coloca nossos cursos em outro patamar. É isso o que estamos buscando”, disse.

Para o deputado Marroni a possibilidade de confirmação da existência de petróleo no litoral sul do Estado abre um novo horizonte tanto para a Petrobras, como para a UFPel e, dentro desse panorama de um futuro promissor, investir em qualificação de mão-de-obra e pesquisa é essencial. “É preciso formar profissionais capacitados para o ‘setor petróleo’ e a Petrobras sabe disso. A graduação desses cursos precisa ser diferenciada. Por isso estou esperançoso nessa parceria e agora vamos preparar um grande seminário, em setembro, para receber os executivos da empresa”, declarou.

Consulta e Possibilidades

Além de confirmar a visita em setembro, Estrella deve encaminhar ainda esta semana uma consulta à Unidade de Patrocínio da Petrobras com o objetivo de saber sobre a possibilidade de destinação de recursos à universidade e, também, como poderia ser feita a seleção de profissionais com experiência de mercado para lecionar nos cursos.

“Temos total interesse em auxiliar a universidade, pois o polo naval está em Rio Grande e existe uma boa perspectiva com relação aos estudos nos poços mapeados na Bacia Pelotas”, disse o executivo.
Estrella comprometeu-se, ainda, em reunir-se com os diretores das empresas terceirizadas da estatal no polo naval de Rio Grande para discutir a possibilidade de investirem no curso da UFPel.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Inscrições para concurso da Petrobras começam nesta terça-feira Inscrições para concurso da Petrobras começam nesta terça-feira


Com a oferta de 587 vagas - 439 oportunidades para Nível Médio e 148 para Ensino Superior - e salários que chegam a R$ 6 mil, o concurso da Petrobras deve bater recorde de candidatos inscritos.

As inscrições têm início nesta terça-feira (12) e as vagas estão distribuídas por todo o país.

Os cargos com  vagas disponíveis no Nível Médio são técnico de contabilidade, técnico de segurança e técnico de manutenção. No caso de Nível Superior, podem concorrer engenheiros de petróleo, engenheiros de produção, geólogos e químicos.

A empresa reserva ainda 11 vagas a candidatos portadores de necessidades especiais e mais cadastro de reserva para quem se classificar até a 5ª posição na listagem específica para pessoa com deficiência em funções de assistente social, estatístico, nutricionista, técnico de contabilidade, entre outros.

Os candidatos tem até o dia 31 de julho para se inscrever, através do portal da Fundação Cesgranrio, o www.cesgranrio.org.br. As taxas são nos valores de R$ 30 e R$ 45, dependendo do cargo.

A remuneração mínima inicial varia entre R$ 1.801,37 e R$ 2.615,86, para cargos de Nível Médio, e entre R$ 5.770,31 e R$ 6.217,19, para funções de Nível Superior. A Petrobras oferece ainda benefícios, como previdência complementar, plano de saúde e benefícios educacionais.

Petrobras vai investir US$1,2 bi até 2015 para reduzir emissões



A Petrobras informou que vai investir 1,2 bilhão de dólares em projetos de eficiência energética para atingir metas de redução de emissão de carbono até 2015.
A empresa está em plena elaboração do seu Plano de Negócios para o período 2011-2015, que deve ser apresentado ao conselho de administração da empresa no dia 22 de julho.
"A previsão é de que a Petrobras dobre sua produção até 2020. Pensando nisso, a companhia estabeleceu objetivos voluntários para reduzir sua curva de crescimento de emissões", disse em nota a gerente geral de Eficiência Energética e Emissões Atmosféricas da Petrobras, Beatriz Espinosa.
A Petrobras produz atualmente uma média de 2 milhões de barris de petróleo por dia e projeta produção de 3,950 milhões de barris diários em 2020 --sendo 1,078 milhão de b/d do pré-sal da bacia de Santos--, segundo o atual Plano de Negócios 2010-2014.
As metas da empresa são de reduzir a queima de gás natural em 65 por cento até 2015; diminuir as emissões de gases de efeito estufa nas operações de exploração e produção em 15 por cento; nas operações de refino em 8 por cento; e nas operações de usinas termelétricas em 5 por cento.
O consumo de energia nas operações de refino e nas usinas termelétricas será reduzida em 10 e 5 por cento, respectivamente, informou a Petrobras, melhorando assim a eficiência energética da companhia.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mercado de petróleo e gás impulsiona expansão da Bain & Company no RJ


A Bain & Company, consultoria global de negócios, anunciou oficialmente a abertura de seu 45º escritório no Rio de Janeiro. Essa nova unidade foi implantada para atender o rápido e contínuo crescimento de seus clientes na América do Sul em geral, e do Rio de Janeiro em particular, principalmente dos setores de Petróleo e Gás, e Private Equity.



No Rio, a Bain contará com a coordenação inicial de três sócios residentes: Pedro Cordeiro e José de Sá, ambos amplamente reconhecidos na prática de Petróleo e Gás/Energia, e Franz Bedacht, especialista em serviços de telecomunicações e indústrias de serviços financeiros.

O escritório da Bain no Rio atuará de forma integrada às operações já consolidadas na América do Sul (São Paulo e Buenos Aires), região sob liderança de Giovanni Fiorentino. Também contará com apoio significativo da rede global da companhia, que permitirá aportar todo o seu conhecimento para servir melhor as aspirações de expansão nacional e internacional de seus clientes, que vão desde empresas locais a multinacionais, conglomerados familiares, instituições governamentais e investidores.

As ambições de crescimento da Bain consideram um crescimento significativo da participação na América Latina de empresas com operações no Rio de Janeiro e um aumento significativo de sua base de talentos de origem fluminense.

Galp investe 100 milhões na produção de petróleo e gás em Angola


A Galp iniciou o desenvolvimento de uma nova vaga de projectos em Angola programando, só para este ano, investimentos de cerca de 100 milhões de euros, que serão canalizados na sua esmagadora maioria para área da exploração e produção de petróleo e gás natural.

Esta tranche eleva para mais de mil milhões de euros o total do investimento acumulado da Galp neste mercado.

Um esforço financeiro que coloca a petrolífera nacional no topo do ranking dos maiores investidores portugueses em Angola, onde está presente desde 1982.

domingo, 10 de julho de 2011

Mudança de petróleo para biomassa impulsiona a química verde


O termo “química verde” existe desde 1991 e foi cunhado por Paul Anastas, um químico da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, para designar a terceira onda da química, a qual a humanidade e indústria começariam a vivenciar. As outras duas primeiras ondas ocorreram nos séculos 19 e 20, respectivamente, quando a indústria se movia, primeiro pelo carvão, e depois pelo petróleo. Sem dúvida, um dos principais pontos positivos da química verde – que surgiu para amenizar os impactos ambientais que a própria química causava, além de melhorar a imagem de poluidora que essa ciência apresentava na sociedade – está na busca pela substituição do petróleo e derivados nos mais distintos processos químicos, e também na intensificação do uso de combustíveis renováveis, extraídos da biomassa, que são menos prejudiciais ao meio ambiente.

O principal representante de combustível renovável, no Brasil, é o etanol obtido a partir da cana-de-açúcar, que garante um lugar de destaque do país na área de química verde. Mas há outro uso relevante das matérias-primas renováveis, na produção de polímeros, principalmente o plástico. A Braskem, empresa que tem a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras) como detentora de 49% das ações, começou a comercializar o primeiro “plástico verde”, em 2009, a partir de uma tecnologia que a Petrobras dispõe desde o final da década de 1970, e que passou a ser utilizada mais por questões econômicas do que ambientais. Isto porque o barril de petróleo estava custando cerca de 90 dólares, quando esse novo processo começou a ser implementado. A inovação desse produto está em conseguir eteno a partir do etanol da cana. Em termos químicos, o polietileno verde e o feito com nafta são idênticos. Entretanto, seus impactos são distintos. Enquanto o segundo emite gases poluidores e causadores do efeito estufa, o primeiro retira o gás carbônico da atmosfera. Quando se usa combustíveis fósseis, um insumo é retirado para a superfície da terra, utilizado e descartado na atmosfera. No caso da queima do etanol, parte do gás carbônico é reabsorvido no crescimento da cana. Ao utilizar o petróleo, cria-se um desequilíbrio ambiental, pois só há inserção de CO2 e não há processos equivalentes para retirá-lo da atmosfera.

Jairton Dupont, professor do Departamento de Química Orgânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um dos 100 químicos mais influentes do mundo na última década, de acordo com a agência internacional Thomson Reuters, e vendedor do Prêmio Conrado Wessel 2010 na categoria Ciência, acredita que o Brasil não leva vantagem em termos de química verde, pois falta pessoal qualificado para trabalhar com ela, não somente em pesquisas, mas nas mais diversas áreas, que vão desde a agricultura até a engenharia e a química propriamente dita. “O Brasil tem algumas linhas de excelência em alguns institutos como a Embrapa e o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), por exemplo. Porém o número é muito reduzido de pessoas trabalhando e pesquisando isso”, afirma. A opinião de Dupont não é compartilhada por Jailson Bittencourt de Andrade, professor do Departamento de Química Geral e Inorgânica do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA), para quem o Brasil apresenta vantagens sim, está na dianteira e em destaque nesse setor. “O setor químico no mundo inteiro vive uma transição para a sustentabilidade, econômica e ambientalmente, e de saúde.

Embora a matriz energética mundial ainda seja muito baseada no petróleo e seus derivados, ela mostra uma tendência e um mercado crescente para bioenergia, energia obtida a partir de biomassa. De acordo com dados divulgados pelo Ministério das Minas e Energia (MME), em 2006, 87,1% da participação no consumo total de energia no mundo era oriunda dos combustíveis não renováveis, enquanto 12,9% correspondia aos combustíveis renováveis. Em 2008, no Brasil, 45,4% do consumo total de energia era renovável e 54,6% não renovável. “O etanol brasileiro feito da cana é a melhor bioenergia que existe, pois é bastante competitiva em escala mundial, custando somente 50 centavos por galão, e apresenta um rendimento energético muito bom”, explica Andrade.

Outro defensor do incentivo à química verde é Vicente Mazzarella, diretor técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), mas admite que haja gargalos importantes a serem superados. “A biomassa cria empregos, fixa o homem no campo e agrega valor ao produto final”, lembra. Mazzarela é um dos responsáveis pela pesquisa sobre o potencial energético do capim elefante, uma espécie de gramínea original da África, que tem como principais pontos positivos a alta produtividade e os ciclos curtos, apresentando tantas vantagens competitivas para gerar etanol quanto a cana-de-açúcar. Para ele, “a expectativa (em termos de bioenergia) é boa porque se apoia em sustentabilidade, mas o Brasil está atrasado porque os recursos são menores, estão dispersos e não obedecem a uma política ordenada. A União Europeia e os Estados Unidos estão na dianteira, pois têm mais recursos e os recursos são mais ordenados”. As universidades e os institutos de pesquisa têm procurado melhorar o rendimento dos processos de obtenção de álcool e do plantio de cana-de-açúcar, buscando variedades mais produtivas. Em termos de energia proveniente da cana, atualmente, aproveita-se cerca de 1/3 de toda a planta. Essa parcela é processada para obter açúcar ou álcool, e o bagaço da cana está começando a ser mais aproveitado.

Os principais entraves para o potencial bioenergético brasileiro

Na opinião de Andrade, além da utilização de combustíveis e matérias-primas renováveis, é preciso que a indústria migre para um sistema intenso de reuso e reciclagem. “Precisa também de uma mudança cultural, que se propague na população. Melhorias na educação, desde o ensino básico até o superior, são primordiais para que isso aconteça”, completa. Ele acrescenta que “o Brasil precisa de incentivos, isenção fiscal e políticas públicas para tornar os insumos renováveis atrativos. E tudo isso levando em consideração que o impacto da utilização de matéria-prima renovável é global, mas há necessidade de se pensar em soluções regionais para as questões que abrangem a biomassa. A soberania do Brasil depende do desenvolvimento de tecnologias novas e de ponta”. O pesquisador avalia que a mudança de discurso político no Brasil também seja um ponto negativo para implementar a substituição de insumos. Há alguns anos, o governo defendia a importância do uso e da produção de etanol para o desenvolvimento brasileiro, cujo principal expoente está nos carros flex, movidos a álcool e a gasolina. Hoje, acredita-se que a riqueza nacional esteja justamente no melhor modo de se extrair e aproveitar o petróleo presente na camada pré-sal. “Deve-se definir qual agenda será mantida, a do pré-sal ou a da bioenergia”, confirma.
Dupont também acredita que se não houver intervenção do Estado para regulamentar a mudança do petróleo para a biomassa, ela não ocorrerá. “O Brasil tem terras e tem tecnologias para o desenvolvimento de grãos. E isso passa a ser uma vantagem brasileira. Entretanto, o que não há é a transformação dessas commodities em produtos de maior valor agregado”, critica. Ele reitera que o principal ponto crítico está na baixa quantidade de pesquisadores capacitados no país e que a maioria deles está em instituições públicas, que muitas vezes se comportam como repartições, cujos processos são incompatíveis com as necessidades científicas, tecnológicas e de inovação. De acordo com ele, é preciso que ocorra uma mudança também no modo de se fazer e entender a CT&I, nacionalmente. “Há três entraves nessa questão: em primeiro lugar, está a quantidade baixa de pessoal capacitado para fazer ciência e trabalhar com tecnologia e inovação; em segundo, o regramento jurídico incompatível com a necessidade; e em terceiro, a vontade política para fazer uma mudança que traga a possibilidade se competir internacionalmente”, explica.

Mazzarela confirma que o principal entrave para a bioenergia está na questão tecnológica e que a biomassa é uma solução economicamente viável para suprir a demanda por energia renovável e limpa. “A solução vai variar de acordo com a região, o tipo de biomassa e a escala de produção”, diz. Para o pesquisador a substituição da energia não renovável pela renovável se dará em termos políticos, econômicos e tecnológicos: “Econômico porque você tem um contingente grande de pessoas que vivem em torno disso e se cria uma corrente social muito interessante, no contexto social e econômico. Tecnológico porque o Brasil tem uma certa vantagem e tem que investir nisso, tanto com a cana quanto com o capim elefante. E político porque isso interessa para o Brasil, policamente”. Na opinião dele, o Brasil tem que encontrar meios de prover melhorias genéticas, pois tem boas condições de solo e clima para aumentar sua produção de etanol.

Financiamento de pesquisas em química verde

Algumas propostas de financiamento acenam com um sinal positivo do governo federal em direção ao incentivo à economia verde. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por exemplo, tem investido em pesquisas e inovação tecnológica voltada para a economia verde. Cerca de três bilhões de reais da carteira contratada da empresa são destinados para o tema, entre recursos reembolsáveis e não reembolsáveis, desde 2002, conforme mostra uma análise preliminar divulgada pelo órgão. As áreas de energias renováveis e biocombustíveis, mudança do uso do solo prioritariamente na agroindústria e tecnologias verdes correspondem a mais de 75% do total de financiamentos. Os projetos que têm como principal enfoque a redução de carbono representam R$1,674 bilhão e o valor total de recursos destinados a economia verde tem apresentado um crescimento anual de 20%.

O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) também financia pesquisas voltadas para a química verde, biocombustíveis e bioenergia. O financiamento se dá a partir dos seguintes macrotemas: 36% agrícola, 19% novos produtos, 16% uso de produtos, 15% industrial de primeira geração e 14% industrial de segunda geração. Entre as iniciativas do Banco, em conjunto com a Finep, destaca-se o Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (PAISS), que contemplam três linhas diferenciadas de pesquisa: a primeira é voltada para o bioetanol de segunda geração, a segunda tem enfoque nos novos produtos de cana-de-açúcar e a terceira aborda as tecnologias, equipamentos, processos e catalisadores de gaseificação.
Fazer química verde não é apenas substituir nafta por etanol

Essa nova onda da química não envolve apenas substituir um insumo por outro, pois é, na verdade, uma mudança de paradigma científico, em que é preciso buscar procedimentos com menor impacto ambiental durante todo o processo de produção de bens e produtos. Em outros termos, a química verde é o princípio que deve ser utilizado durante os processos, que devem ser pensados sempre em termos ambientais. Sobre a utilização de energia, Dupont exemplifica: “Um desses princípios diz que é preciso minimizar o uso de energia e água durante os processos. Para fazer um pote de iogurte, eu utilizo dez vezes mais energia do que a bebida vai gerar depois, calorias”. Para que esses processos ocorram, atualmente, existem os doze mandamentos ou princípios da química verde, que devem ser seguidos, para minimizar impactos. São eles: 1) Em vez de limpar e tratar resíduos, evite sua formação; 2) Use reações que incorporem ao máximo o material de partida ao produto final, para evitar resíduos; 3) Prefira processos que minimizem o uso e a geração de substâncias tóxicas; 4) Crie moléculas que funcionem sem ser tóxicas; 5) Evite usar solventes; se não der, prefira os menos tóxicos; 6) Economize energia; prefira processos que funcionem a pressão e temperatura ambiente; 7) Use biomassa ou outra matéria-prima renovável sempre que possível; 8) Evite a formação de derivados nas reações, que sempre podem gerar resíduos; 9) Catalisadores aceleram processos e devem ser usados sempre que possível; 10) Desenhe moléculas que, uma vez exercida sua função, se degradem em produtos inócuos; 11) Monitore as substâncias nocivas que podem surgir num processo à medida que elas são formadas, e não ao final da fabricação de um lote de produto; 12) Escolha processos que minimizem o potencial de acidentes, como vazamentos e explosões.